D. José Maria Vasques Álvares da Cunha, Conde da Cunha e Par do Reino, recebeu um amável convite por parte de seu cunhado e primo, D. António Maria de Menezes Portugal da Silva, para ser padrinho de casamento de D. António Pedro de Portugal e Menezes, filho deste e sobrinho do Conde, com D. Eugénia de Almeida e Vasconcelos, a realizar-se a 29 de novembro de 1850.
Segue a transcrição de parte da biliosa resposta vinda da Casa das Chagas uma semana antes do evento: “Permita-me V.Exª que eu promptamente lhe diga, que a vista do que se tem passado (entre nós e do escandaloso processo por v.Exª intentado e seguido) depois do falecimento de minha irmãa D. Anna Mafalda da Cunha, não posso aceitar o favor do convite de V.Exª, sentindo ter de dar esta resposta, que de alguma maneira pode encomodar meo sobrinho D. António Pedro de Portugal e Menezes, a quem desejo as maiores felicidades, assim como a sua fuctura Esposa, e muito principalmente por ser trazido este convite por hum amigo a quem prezo, e devo finezas, mas a minha dignidade de hommem assim o exige.”

Hoje como sempre, família não se escolhe.